Senha

Algumas perguntas e respostas em relação à vacinação para Influenza em 2010
Normatização para vacinação para o Vírus Influenza H1N1 Cepa A/Califórnia/7/2009(H1N1) e para Influenza Sazonal (Depto Infectologia / SBP e Sociedade Brasileira de Imunização, abril de 2010)



Situação

Vacina Sazonal anteriormente

Recomendação

Proteção esperada

Não recebeu vacina monovalente H1N1

Sim

2 doses da Trivalente

Adequada para os vírus pandêmico e sazonais

Não

1 dose da vacina monovalente H1N1

Sim

1 dose da Trivalente

Adequada para os vírus pandêmico e sazonais

Não

2 doses da Trivalente

Adequada para os vírus pandêmico e sazonais

2 doses da vacina monovalente H1N1

Sim

1 dose da Trivalente

Adequada para os vírus pandêmico e sazonais

Não

2 doses da Trivalente

Adequada para os vírus pandêmico e

 

  VACINAS (CRIANÇAS)

  VACINAS COMBINADAS

VACINA SÊXTUPLA("HEXA") O uso da vacina combinada com seis componentes - vacinas contra hepatite B, tríplice bactriana acelular, contra infecções por hemófilos do tipo b e contra a poliomielite (com vírus inativados) - deve ser adotado sempre que possível, com o intuito de diminuir o número de injeções e reduzir a frequencia e a intensidade de eventos adversos.

VACINA QUÍNTUPLA("PENTA") O uso da vacina combinada com cinco componentes - vacinas tríplice bacteriana acelular, contra infecções por hemófilos do tipo b e contra poliomielite (com vírus inativados) - deve ser adotado sempre que possível, pelos mesmos motivos citados para a vacina sêxtupla, quando não se pretende incluir na administração a vacina contra a hepatite B.

COMENTÁRIOS

  1. O uso da vacina tríplice bacteriana acelular (DTPa) é preferível ao da vacina tríplice bacteriana de células inteiras (DPTP), pois a sua eficiência é semelhante à da DTP e porque os eventos adversos associados com sua administração são menos frequentes e menos intensos do que os induzidos pela DTP. Além disso, as apresentações combinadas à DTPa permitem o uso da vacina inativada contra poliomielite.

  2. As vacinas contra infecções por rotavírus licenciadas para uso no Brasil devem ser indicadas o mais precocemente possível, a partir de seis semanas de idade.
    A vacina produzida pelo laboratório GSK está disponível na rede pública, no esquema: primeira dose ao 2 meses e a segunda dose aos 4 meses, sendo que a primeira dose não poderá ser aplicada após 14 semanas de vida e a segunda após 24 semanas de vida. A vacina produzida pelo laboratório MSD está disponível apenas na rede privada, com esquema de três doses: a primeira dose aos 2 meses, a segunda dose aos 4 meses e a terceira dose aplicada após 12 semanas de vida, a segunda após 22 semanas de vida e a terceira após 32 semanas de vida.
    As vacinas contra o rotavírus estão contraindicadas para imunodeprimidos.

  3. Começar o esquema de vacinação com a vacina anti-pneumocócica conjugada heptavalente o mais precocemente possível (no segundo mês de vida). Quando a aplicação dessa vacina não tiver sido iniciada aos 2 meses de vida, o esquema de sua administração varia conforme a idade em que a vacinação for iniciada: entre 7 e 11 meses de idade: duas doses com intervalo de dois meses, e terceira dose aos 15 meses de idade; entre 12 e 23 meses de idade: duas doses com intervalo de dois meses; a partir do segundo ano de vida, dose única, exeto em imunodeprimidos que devem receber duas doses com intervalo de dois meses entre elas.

  4. A vacina Antimeningocócica C conjugada pode ser aplicada a partir dos 2 meses de idade.
    Recomenda-se iniciar a vacinação ainda no primeiro ano de vida visto a incidência a letalidade maior nessa faixa etária. Como as demais vacinas conjugadas, é recomendada dose de reforço no segundo ano de vida.

  5. A vacina contra a influenza (gripe) deve ser aplicada a partir dos 6 meses de idade, respeitando-se a sazonalidade da doença.

  6. A vacina contra a febre amarela deve ser indicada para habitantes de áreas endêmicas e pessoas que vão viajar para essas regiões.

  7. Estima-se que uma só dose da vacina contra a varicela induza imunidade contra a infecção em 70% a 90% das crianças que a receberam, e em 95% a 98%, contra as formas graves da doença. Contudo, não é incomum a ocorrência dessa virose em crianças já vacinadas.
    Portanto, recomendam-se duas doses da vacina com um intervalo mínimo de 3 a 4 meses.

  8. A princípio, apenas as meninas deverão ser vacinadas. Sempre que possível, a vacina anti-HPV deve ser aplicada preferencialmente na adolescência, antes de iniciada a vida sexual, entre 11 e 12 anos de idade. Duas vacinas estão disponíveis no Brasil: Vacina Quadrivalente Recombinante contra o papiloma vírus humano (tipos 6, 11, 16, 18) da MSD, com esquemas de intervalos de 0-2-6 meses, indicada para meninas e mulheres de 9 e 26 anos de idade e a Vacina contra HPV oncogênico (16 e 18, recombinante, com adjuvante AS04), da GSK, com esquemas de intervalos de 0-1-6 meses em meninas e mulheres de 10 a 25 anos de idade.
Criança tomando vacina

 

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